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Custos indirectos associados à Obesidade em Portugal
Pereira et al. realizaram um estudo nacional para calcular os custos económicos indirectos (valor da produção perdida) associados à obesidade no ano de 2002. Neste trabalho, os autores recorreram ao método de custos da doença e utilizaram os dados do Inquérito Nacional de Saúde (1995-1996) bem como a informação demográfica e de saúde recolhida pelo Instituto Nacional de Estatística.
Os resultados indicaram que o custo indirecto total da obesidade em Portugal foi estimado em 199,8 milhões de euros no ano de 2002, sendo que a mortalidade e a morbilidade contribuíram com 58,4% e 41,6% deste valor, respectivamente. Os autores referem ainda que “os custos da morbilidade advêm de mais de 1,6 milhões de dias de incapacidade anuais, principalmente por faltas ao trabalho associadas a doenças do sistema circulatório e diabetes tipo II”. Já os custos de mortalidade “são o resultado de 18 733 potenciais anos de vida activa perdidos, numa razão de 3 mortes masculinas por cada morte feminina”.
Por conseguinte, os autores concluem que “a implementação de estratégias que prevenissem ou reduzissem a incidência e a prevalência de obesidade em Portugal poderia gerar ganhos de produtividade elevados”.
Fonte: Revista Portuguesa de Saúde Pública (2003), volume 3, 65-80
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